1 Nome Próprio de Murilo Salles
2 SherryBaby de Laurie Collyer
Drama bonito que colocou a Maggie Gyllenhaal na roda dos prêmios ano passado. Sherry Swanson volta para sua casa em Nova Jersey depois de cumprir três anos na cadeia. Ansiosa por reiniciar sua vida e principalmente restabelecer o contato com a filha, Sherry não demora a perceber que o retorno ao mundo fora da cela é bem mais complicado do que ela imaginava. Mais uma atriz que carrega o filme nas costas.(baixado)
3 Princesas de Fernando León de Aranoa
A atriz Candela Peña faz uma prostituta que esconde o trabalho da família. Ela passa o dia em um salão de beleza fofocando e reclamando das putas imigrantes que por ali trabalham. Um dia, ela conhece uma dessas meninas e as duas estabelecem uma relação de cumplicidade e amizade, que a faz mudar de idéia. Sensível e mais uma vez, filme para as duas atrizes mostrarem serviço. (dvd)
4 Garçonete de Adrienne Shelly
Foi um dos meus primeiros filmes do festival no ano passado e eu achei muito simpático. Primeiro porque a heroína é a mulher mais infeliz do mundo. Segundo porque ela engravida e detesta essa idéia. É a grávida mais insatisfeita do universo. Ela realmente odeia o bebê. Quando o médico entra em cena, uma química impressionante acontece entre eles. E o desfecho do filme, numa cena simples, Keri Russel mostra que superou sua Felicity.(dvd)
5 Kung Fu Panda de Mark Osborne e John Stevenson
Eu não senti o tempo passar, embora meu sobrinho tenha bocejado algumas vezes. É clássico e bem amarrado e a gente fica na torcida para que o preguiçoso panda dê a volta por cima e nos surpreenda. Rodeado de coadjuvantes que quase sempre roubam a cena, é o charme do panda que acaba encantando. Vi dublado e não doeu. (cinema)
6 Teorema de Pier Paolo Pasolini
Existe um estranhamento inicial e de cara, a direção já te insere num universo de elipses que quando se estabelecem, o filme fica fascinante. É um cinema clássico, onde a imagem conta a história e tudo o que eu posso dizer é que a beleza do jovem Terence Stamp é realmente devastadora, a ponto de movimentar e exorcizar cada mebro daquela família. Homens e mulheres. (baixado)
7 Senhores do Crime de David Cronemberg
Naomi Watts é enfermeira e cuida do bebê de uma moça, que morreu após o parto. Ao procurar a família da moça, ela acaba se envolvendo com o submundo do sexo, comandado pela máfia russa. Então ela esbarra no Viggo Mortensen e no Vincent Cassel. O filme precisa ser visto. Porque existe muita informação em cada personagem, que redimensiona a trama. E a cena de luta na sauna, na minha opinião, já é clássica. (dvd)
8 Uma Velha Amante de Catherine Breillat
É assim: um cara super pegador, amante de uma espanhola ovelha negra, marca casamento com uma loura gostosa e recatada. O pegador parece querer tomar jeito na vida e deixa de lado a tal espanhola. Bela surpresa porque a relação entre os protagonistas revela como o vício do amor e da luxúria podem bagunçar com as nossas escolhas. Asia Argento está muito bem e ela é minha coadjuvante do ano. (cinema)
9 Kiss the Bride de C. Jay Cox
Comédia leve, do mesmo diretor de Latter Days, que é um filme que eu gosto muito, pela maneira como observa as diferenças, que têm alguns momentos que sugerem uma discussão interessante sobre a sexualidade. Jornalista retorna à cidade para o casamento de seu primeiro amor com uma mulher. Vale pelas questões apontadas, mas não vai adiante pelo tom cômico que conduz a narrativa. Os melhores momentos são justamente os que discutem o trio, sem querer parecer engraçado. (baixado)
10 As Leis de Família de Daniel Burman
A maneira como o roteiro mostra a relação do pai advogado com o filho advogado foi o que mais me interessou. É conduzida com extrema delicadeza e revela sem dizer. Embora para nós, fique claro o que está acontecendo, para o jovem rapaz, submerso na sua vida e nos seus dias, só cai a ficha lá para o final. E eu fiquei encantado. (dvd)