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sexta-feira, agosto 01, 2008

DICAS DE AGOSTO



1 Nome Próprio de Murilo Salles

Existe uma reunião de fatores que me levaram ao cinema para assistir os textos da Clara Averbuck, por quem eu tenho muita simpatia. O filme é bom, embora na minha mais sincera opinião, exista um excesso de material. O texto é tão bom que poderia gerar uma série. Mas imagine que você ficou duas horas e meia lendo um blog. Sem parar. Pode cansar. A Leandra Leal merece todos os prêmios do ano. E ela compreende tão bem o que está dizendo, que dá gosto de ver. (cinema)



2 SherryBaby de Laurie Collyer

Drama bonito que colocou a Maggie Gyllenhaal na roda dos prêmios ano passado. Sherry Swanson volta para sua casa em Nova Jersey depois de cumprir três anos na cadeia. Ansiosa por reiniciar sua vida e principalmente restabelecer o contato com a filha, Sherry não demora a perceber que o retorno ao mundo fora da cela é bem mais complicado do que ela imaginava. Mais uma atriz que carrega o filme nas costas.(baixado)

3 Princesas de Fernando León de Aranoa

A atriz Candela Peña faz uma prostituta que esconde o trabalho da família. Ela passa o dia em um salão de beleza fofocando e reclamando das putas imigrantes que por ali trabalham. Um dia, ela conhece uma dessas meninas e as duas estabelecem uma relação de cumplicidade e amizade, que a faz mudar de idéia. Sensível e mais uma vez, filme para as duas atrizes mostrarem serviço. (dvd)

4 Garçonete de Adrienne Shelly

Foi um dos meus primeiros filmes do festival no ano passado e eu achei muito simpático. Primeiro porque a heroína é a mulher mais infeliz do mundo. Segundo porque ela engravida e detesta essa idéia. É a grávida mais insatisfeita do universo. Ela realmente odeia o bebê. Quando o médico entra em cena, uma química impressionante acontece entre eles. E o desfecho do filme, numa cena simples, Keri Russel mostra que superou sua Felicity.(dvd)

5 Kung Fu Panda de Mark Osborne e John Stevenson

Eu não senti o tempo passar, embora meu sobrinho tenha bocejado algumas vezes. É clássico e bem amarrado e a gente fica na torcida para que o preguiçoso panda dê a volta por cima e nos surpreenda. Rodeado de coadjuvantes que quase sempre roubam a cena, é o charme do panda que acaba encantando. Vi dublado e não doeu. (cinema)

6 Teorema de Pier Paolo Pasolini

Existe um estranhamento inicial e de cara, a direção já te insere num universo de elipses que quando se estabelecem, o filme fica fascinante. É um cinema clássico, onde a imagem conta a história e tudo o que eu posso dizer é que a beleza do jovem Terence Stamp é realmente devastadora, a ponto de movimentar e exorcizar cada mebro daquela família. Homens e mulheres. (baixado)

7 Senhores do Crime de David Cronemberg

Naomi Watts é enfermeira e cuida do bebê de uma moça, que morreu após o parto. Ao procurar a família da moça, ela acaba se envolvendo com o submundo do sexo, comandado pela máfia russa. Então ela esbarra no Viggo Mortensen e no Vincent Cassel. O filme precisa ser visto. Porque existe muita informação em cada personagem, que redimensiona a trama. E a cena de luta na sauna, na minha opinião, já é clássica. (dvd)

8 Uma Velha Amante de Catherine Breillat

É assim: um cara super pegador, amante de uma espanhola ovelha negra, marca casamento com uma loura gostosa e recatada. O pegador parece querer tomar jeito na vida e deixa de lado a tal espanhola. Bela surpresa porque a relação entre os protagonistas revela como o vício do amor e da luxúria podem bagunçar com as nossas escolhas. Asia Argento está muito bem e ela é minha coadjuvante do ano. (cinema)

9 Kiss the Bride de C. Jay Cox

Comédia leve, do mesmo diretor de Latter Days, que é um filme que eu gosto muito, pela maneira como observa as diferenças, que têm alguns momentos que sugerem uma discussão interessante sobre a sexualidade. Jornalista retorna à cidade para o casamento de seu primeiro amor com uma mulher. Vale pelas questões apontadas, mas não vai adiante pelo tom cômico que conduz a narrativa. Os melhores momentos são justamente os que discutem o trio, sem querer parecer engraçado. (baixado)

10 As Leis de Família de Daniel Burman

A maneira como o roteiro mostra a relação do pai advogado com o filho advogado foi o que mais me interessou. É conduzida com extrema delicadeza e revela sem dizer. Embora para nós, fique claro o que está acontecendo, para o jovem rapaz, submerso na sua vida e nos seus dias, só cai a ficha lá para o final. E eu fiquei encantado. (dvd)