domingo, outubro 21, 2012

FESTIVAL DO RIO 2012

Apesar das férias, esse ano diminuí a histeria. Talvez por perceber que o ritmo, o meu, mudou. E que a exaustão de sair correndo de uma sala para outra, comer precariamente, me desligar totalmente do mundo e dormir precariamente, já não me agrada tanto assim. Em dias programados com 5 filmes, vi 3. Em alguns deles, desisti e fui ver amigos. Em outros, desisti para dormir, para ler, para brincar com os sobrinhos, o cachorro. Não fazer nada. Talvez a programação não tenha me chamado tanto a atenção. Talvez eu busque um ritmo que não combine mais com a loucura de um festival. Talvez a facilidade de chegar aos títulos de um festival (ah, os torrents) me conforte mais na poltrona do sofá da minha sala. Talvez eu não esteja mais tão apto a socializar e mais que isso, suportar a loucura alheia e os pés na poltrona e os celulares e suas luzes e a incapacidade do outro de se concentrar em 100 minutos de filme. 

Dois mil e doze foi o ano onde conheci mais gente durante o festival. A maioria, maratonistas como eu. Que buscavam companhia e a possibilidade de uma conversa entre um filme e outro. Deu certo. Está dando. Foi também o ano onde elegi meu filme preferido logo na primeira semana. Tabu, de Miguel Gomes. Sem a menor dificuldade. Por falar sobre o amor e seus imensos (d)efeitos. E como todo festival quando termina, fica o desejo de conferir muitos dos títulos que perdi, no decorrer do ano. Esse é um dos exercício mais gostosos, aliás. Correr atrás do que perdi. Do que não percebi. Dos filmes que não levei fé. Que escaparam na peneira e alguém me indicou. Dos filmes, que são muitos, e não dou conta. Jamais daremos. Um ano que me fez repensar o meu ritmo e meu exagerado passaporte de cinquenta filmes. Provavelmente o último ano de correria. Mas eu sempre penso isso ao final do festival. E no ano seguinte, cá estou, cometendo os mesmos erros.

A seleção em imagens do que assisiti. Sem ordem de preferência.